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EUA viam golpe militar no Brasil como opção “preferível” em 1963, diz CIA

Um dos documentos secretos divulgados pelo governo dos Estados Unidos revela que conselheiros do então presidente John F. Kennedy achavam um golpe militar no Brasil “preferível” a deixar a oposição tomar o poder.

Os arquivos foram liberados após ordem de Donald Trump assinada logo após ele assumir a Presidência em janeiro. Os documentos relativos ao Brasil, divulgados na terça-feira (18), integram uma leva relacionada às investigações do assassinato de Kennedy.

Muitos dos milhares de documentos divulgados abordam atividades da CIA, a agência de Inteligência dos EUA, durante o período da Guerra Fria, citando, por exemplo, o Brasil e as preocupações da influência de comunistas na América Latina.

Um dos arquivos, datado de 17 de abril de 1963, relata uma reunião do Painel do Conselho Consultivo de Inteligência Estrangeira do presidente americano. Ele havia sido divulgado inicialmente em 20 de novembro de 2017, mas com censuras — incluindo em citações ao Brasil.

O encontro aconteceu no dia 15 daquele mesmo mês e reuniu J. Patrick Coyne, secretário-executivo do painel, Robert Murphy e Gordon Gray, conselheiros sobre assuntos internacionais do governo dos EUA. Quem escreve sobre isso é Cord Meyer Jr., chefe de equipe de ação secreta.

No início da reunião, Meyer descreveu as “operações eleitorais” dos Estados Unidos no Chile, República Dominicana, Brasil e Guatemala.

Documento da CIA de 1963 diz que conselheiros de John F Kennedy achavam "preferível" um golpe militar no Brasil
Documento da CIA de 1963 diz que conselheiros de John F Kennedy achavam “preferível” um golpe militar no Brasil • Divulgação/Governo dos Estados Unidos

“O senhor Murphy estava particularmente preocupado com a situação no Brasil, e tanto ele quanto o senhor Gray achavam difícil entender por que o Departamento de Estado [dos EUA] continuou fornecendo assistência econômica de larga escala quando [João] Goulart até então se recusou a limpar a casa (sic) de comunistas e companheiros de viagem, tanto dentro do governo quanto do movimento trabalhista”, destaca o documento.

Ainda segundo Meyer, os conselheiros se interessaram em saber que os agentes estavam em contato com líderes militares que se punham a Goulart.

Em seguida, o documento ressalta que essas autoridades americanas “pareciam sentir que um golpe militar em algum momento poderia ser preferível a permitir que um país tão grande e poderoso como o Brasil caísse nas mãos da oposição”.

Então, os conselheiros questionaram o quanto foi investido nessas “operações eleitorais” e quais eram as perspectivas de resultado.

Ainda durante a reunião, foram discutidas as situações de diversos outros países e regiões, desde Chile, Argentina e Haiti até Índia, China e Angola.

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