As eleições legislativas, conhecidas como midterms, foram realizadas na terça-feira (3/11), e provocou uma mudança significativa no cenário político americano. O Partido Democrata conquistou o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos, demonstrando uma derrota histórica para o presidente Donald Trump.
A vitória democrata foi confirmada na madrugada desta quarta-feira (4/11). O resultado amplia o poder da oposição para fiscalizar o governo, influenciar a aprovação de leis e dificultar a implementação de propostas defendidas pela Casa Branca.
A chamada onda azul avançou sobre estados tradicionalmente republicanos, como Texas, Kansas e Carolina do Sul, e mudou o equilíbrio de poder em Washington para os dois últimos anos do mandato presidencial. Uma das maiores surpresas aconteceu no Texas, onde o democrata James Talarico, de 37 anos, derrotou o procurador-geral Ken Paxton, apoiado por Trump. É a primeira vez desde 1988 que o estado elege um senador democrata. Há dois anos, Trump havia vencido no Texas por quase 14 pontos percentuais.
A insatisfação dos eleitores com o governo Trump foi apontada como fator decisivo. O aumento do custo de vida, a inflação, os efeitos da guerra contra o Irã e a condução política da Casa Branca figuraram entre as principais preocupações do eleitorado.
Segundo pesquisa Reuters/Ipsos, a aprovação do presidente havia caído para 32%. Mesmo após atuar de forma intensa na campanha republicana, Trump buscou minimizar sua responsabilidade pelas derrotas, argumentando que seu nome não estava nas urnas.
Com o controle do Congresso, os democratas poderão bloquear propostas do governo, intensificar a fiscalização sobre a Casa Branca, abrir investigações e dificultar a aprovação de indicações presidenciais.
Trump manterá os poderes executivos e poderá vetar projetos aprovados pelo Legislativo, mas passará a enfrentar uma oposição significativamente mais forte.
O resultado representa uma mudança relevante na política americana, limita a capacidade do presidente de implementar sua agenda nos próximos dois anos e pode influenciar diretamente a disputa presidencial de 2028.