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Bonfinópolis: Justiça reconhece desvio de verba da Saúde na cidade para favorecer campanha eleitoral de Lucas do Galdino

 

Bonfinópolis (GO) – A Justiça Eleitoral reconheceu que recursos públicos da saúde municipal foram desviados para beneficiar a campanha de Lucas do Galdino à Prefeitura de Bonfinópolis, nas eleições de 2024. A sentença, que acata denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), aponta abuso de poder político e econômico praticado pelo então prefeito Kelton Pinheiro e por Lucas do Galdino.

De acordo com a promotora Mayza Morgana Chaves Torres, Kelton utilizou um contrato da Secretaria de Saúde para bancar, com dinheiro público, quatro publicações em um jornal local que promoviam diretamente a candidatura de Lucas do Galdino, à época seu sucessor político. As matérias, todas enaltecendo Lucas, foram custeadas com verba da saúde, conforme comprovado nos autos.

A promotora destacou ainda a ausência de provas de que as campanhas educativas supostamente contratadas pela Secretaria de Saúde tenham de fato ocorrido. “As publicações se transformaram em quatro matérias jornalísticas… todas enaltecendo e promovendo a candidatura de Lucas, desequilibrando a disputa eleitoral”, afirmou.

O juiz responsável pelo caso confirmou a gravidade das condutas. Em sua decisão, destacou: “A moldura fática registrada no acórdão regional permite depreender as contribuições de cada um dos recorrentes para a conduta abusiva.”

Apesar da comprovação dos desvios de dinheiro da saúde para fins eleitorais, a Justiça aplicou apenas multa aos envolvidos. No entanto, a parte denunciante já informou que irá recorrer da decisão à segunda instância, buscando a adequação da pena e a aplicação das sanções originalmente pedidas pelo Ministério Público, incluindo a inelegibilidade dos envolvidos.

“Desviaram dinheiro da saúde para fazer campanha. Isso é gravíssimo. O mínimo que se espera é que quem faz esse tipo de coisa não possa voltar a se candidatar tão cedo”, afirmou um representante do grupo que acompanha o caso em Bonfinópolis.

O caso agora segue para o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), onde será julgado em segunda instância.

 

Confira à sentença da justiça eleitoral:

 

 

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