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COP30: Uso de terras é mapeado com inteligência artificial

A inteligência artificial está revolucionando o mapeamento do uso da terra no Brasil. Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Tupã, no interior de São Paulo, estão utilizando esta tecnologia para analisar dados de satélites com uma precisão impressionante.

Em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a equipe da UNESP desenvolveu uma metodologia que combina inteligência artific   ial com geomonitoramento por satélite. O objetivo é obter uma imagem mais nítida e precisa do território brasileiro, abrangendo diversos aspectos ambientais e agrícolas.

Monitoramento em tempo real e preciso

A nova ferramenta é capaz de registrar atividades como desmatamento e queimadas, mapear nascentes e cursos de rios, além de acompanhar a evolução das safras agrícolas. Esta abordagem multifacetada permite uma compreensão mais profunda dos impactos ambientais e auxilia no planejamento do setor agrícola.

Um dos pesquisadores envolvidos no projeto explicou: “Para investigar o que e está onde, porque o que temos hoje é uma incerteza muito grande associada ao uso e cobertura da terra. Você tem estimativas de safras que depois são corrigidas”.

A metodologia foi testada no estado do Mato Grosso, alcançando uma impressionante taxa de precisão de 95% no mapeamento. Este nível de precisão representa um avanço significativo na capacidade de monitorar e compreender as mudanças no uso da terra.

Impactos na agricultura e meio ambiente

Para o setor agrícola, a ferramenta pode ser particularmente valiosa. Como destacou um dos especialistas: “O  agricultor tem que apostar contra o clima, tem que apostar contra o manejo, contra a logística de escoamento. Ou seja, você planta hoje não sabendo quanto vai colher”.

Com dados mais precisos e atualizados, os agricultores poderão tomar decisões mais informadas, potencialmente aumentando a eficiência e a sustentabilidade de suas operações.

A aplicação desta tecnologia não se limita apenas à agricultura. O monitoramento preciso de áreas de desmatamento e focos de queimadas pode auxiliar significativamente nas políticas de preservação ambiental e no combate a atividades ilegais que prejudicam os ecossistemas brasileiros.

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