Próximo à votação final sobre a revogação da Taxa de Limpeza Pública (TLP), o Secretário Municipal da Fazenda, Valdivino Oliveira, denunciou a iniciativa do vereador Lucas Vergílio (MDB) como uma estratégia política com graves consequências para as finanças da cidade de Goiânia. Segundo o secretário, a extinção da TLP geraria um déficit imediato de R$ 40 milhões, impactando diretamente o financiamento da coleta e manejo de resíduos sólidos. Oliveira alertou para a necessidade de remanejar recursos de áreas cruciais como saúde, educação, repasses à Câmara Municipal e emendas parlamentares caso a taxa seja revogada.
O Prefeito Sandro Mabel (UB) planeja vetar o projeto se aprovado, e o Secretário da Fazenda argumenta que, mesmo com uma eventual derrubada do veto, a lei se tornaria ineficaz devido à ausência de um mecanismo de financiamento para o serviço de limpeza urbana. A base do governo articulou a inclusão de uma exigência de estudo de impacto orçamentário-financeiro, o que atrasou a votação. A oposição, favorável ao fim da taxa, acusa o governo de obstrução, enquanto o Executivo defende que a proposta, sem compensação fiscal, representa um risco à responsabilidade financeira e ameaça serviços essenciais.