Foto:Yuki Iwamura A/P
Em seu tradicional discurso de abertura na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a tribuna para reafirmar a autonomia brasileira diante de pressões externas e defender uma reestruturação urgente na governança global. Sob o lema de que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”, o mandatário traçou uma linha divisória entre a cooperação internacional e a interferência em assuntos domésticos.
Embora tenha evitado citar nominalmente o presidente Donald Trump, o pronunciamento de Lula foi pontuado por alusões críticas à postura da administração norte-americana. O presidente utilizou a pauta das tarifas sobre produtos brasileiros e as pressões envolvendo o sistema de pagamentos Pix para evidenciar as fricções diplomáticas. Em contrapartida, destacou o desempenho recorde das exportações brasileiras como um sinal de resiliência nacional ante o protecionismo.
No campo da segurança pública e do combate ao crime organizado, Lula foi categórico: o Brasil buscará cooperação internacional, mas não abrirá mão da gestão soberana de suas fronteiras. A mensagem ecoou em sua abordagem sobre o pleito eleitoral de 4 de outubro, no qual o presidente assegurou a lisura do processo, ao mesmo tempo em que rechaçou o que classificou como associações indevidas de certos grupos políticos com agendas estrangeiras contrárias aos interesses nacionais.