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Polícia prende falso médico que atendia crianças há 2 anos no Amazonas

No Amazonas, policiais civis do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP) prenderam, nesta terça-feira (29), um homem de 28 anos de idade que se passava por médico na região metropolitana de Manaus (AM).

O falso médico deve responder por exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, estelionato contra vulnerável, falsa identidade e falsificação de atestado médico.

A investigação mostrou que o falso medico atuava ilegalmente há pelo menos dois anos, principalmente no atendimento a crianças. O “doutor” se apresentava como médico pediatra e ortopedista, e integrava o corpo voluntário de uma fundação que realizava atendimentos médicos gratuitos na região.

A prisão aconteceu no bairro Parque Dez de Novembro, zona centro-sul de Manaus (AM) e foi resultado da Operação Hipócrates, que foi deflagrada nesta data a partir de uma investigação de cerca de 30 dias, após uma denúncia anônima.

A partir de então, iniciamos um trabalho minucioso de levantamento de informações. Conseguimos, por meio da análise das redes sociais do investigado, identificar inclusive alguns pacientes que foram atendidos por ele. Entramos em contato com essas vítimas, que confirmaram ter levado seus filhos para consultas com o falso profissional

Cícero Túlio, titular do 1° DIP

A Polícia Civil representou à Justiça pela prisão preventiva do homem, além de um mandado de busca e apreensão em sua residência e em uma entidade beneficente da qual ele participava como “médico voluntário”.

“Agora vamos aprofundar as investigações para identificar outras pessoas envolvidas nesse esquema criminoso, especialmente eventuais médicos que tinham ciência da inaptidão técnica do investigado e, mesmo assim, permitiam que ele realizasse atendimentos em seus nomes”, acrescentou Cícero Túlio.

A Polícia Civil também investiga a possível participação de cúmplices, inclusive profissionais de saúde que possam ter facilitado a atuação do falso médico nas unidades de saúde.

“Ele cooptava pacientes tanto durante esses atendimentos beneficentes quanto em uma rede de saúde, onde obtinha informações sobre pacientes e, posteriormente, fazia contato oferecendo atendimento especializado”, explicou o delegado.

O homem teve passagem pela polícia em 2020. Na época, ele foi preso por se passar por oficial das Forças Armadas, utilizando farda de tenente e respondeu por falsa identidade.

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