O cenário da aviação executiva brasileira atravessa um momento de alerta. Com 21 mortes registradas em apenas cinco ocorrências fatais até esta terça-feira (22), o ano de 2026 tornou-se o mais letal para o setor de helicópteros desde o início da série histórica do Painel Sipaer (Força Aérea Brasileira), em 2018. O trágico acidente que vitimou o cantor Rick e outras quatro pessoas em Santa Catarina elevou o saldo de vítimas, superando o recorde anterior, estabelecido justamente há oito anos, quando foram contabilizados 16 óbitos.
A marca deste ano é expressiva: as fatalidades em helicópteros equivalem a 43% de todas as mortes em acidentes aéreos no país em 2026. Esse incremento na sinistralidade ocorre paralelamente a uma expansão robusta da frota. Dados da ANAC indicam que o segmento de helicópteros cresceu cerca de 23% entre 2024 e 2026, saltando de 1.889 para 2.315 aeronaves operacionais.